Investimento em marca e distribuição coloca Brasil como 2º maior consumidor do uísque Johnnie Walker 
07/01/2026
Investimento em marca e distribuição coloca Brasil como 2º maior consumidor do uísque Johnnie Walker 
Investimento em marca e distribuição coloca Brasil como 2º maior consumidor do uísque Johnnie Walker
POR Reportagem SA+ Conteúdo
EM 05/01/2026

Foto: Adobe Stock
Entre 2019 e 2025 o faturamento da Diageo no Brasil dobrou, movimento que colocou o mercado brasileiro como o 2º maior consumidor mundial do uísque Johnnie Walker em 2024.
O avanço ocorreu apesar do impacto provocado pela crise do metanol, registrada em setembro, que afetou o setor de destilados. A avaliação interna é que houve retomada das vendas, embora os volumes ainda não tenham retornado aos níveis anteriores ao episódio.
Dados globais da companhia mostram que, no 1º trimestre fiscal de 2026, encerrado em setembro de 2025, as vendas líquidas somaram US$ 4,9 bilhões, com retração anual de 2,2%, influenciada pelo desempenho de mercados como a América do Norte. Em sentido oposto, a América Latina e o Caribe registraram crescimento de 11,1%, alcançando US$ 512 milhões.
No Brasil, a estratégia de expansão envolveu investimentos em marca, ampliação da distribuição e reorganização da rede de parceiros. O número de pontos de venda passou de cerca de 200.000, em 2019, para 600.000 em 2025.
Paralelamente, a base de distribuidores foi reduzida, com foco em parcerias consideradas estratégicas para alcançar supermercados independentes, bares e restaurantes.
Outra frente foi a diversificação de embalagens, com maior oferta de garrafas de menor volume, movimento que ampliou o acesso de novos consumidores às marcas do portfólio, que inclui rótulos como Johnnie Walker, Tanqueray, Smirnoff e Ciroc. O uísque segue como um dos principais produtos da companhia no país.
O Brasil assumiu a 2ª posição global em consumo da categoria no primeiro trimestre fiscal de 2026, atrás apenas dos Estados Unidos. Marcas como Old Parr mantêm desempenho relevante, sustentadas por hábitos de consumo regionais, especialmente no Nordeste.
Em meio à desaceleração do consumo de bebidas em mercados mais maduros, o Brasil permanece como um dos focos da estratégia global da empresa. A operação local conta com uma fábrica em Itaitinga (CE), inaugurada em 2023, após investimento de R$ 250 milhões.
Após a crise do metanol, a prioridade passou a ser a recuperação da confiança do consumidor, com reforço das vendas diretas e foco na retomada do consumo em bares, restaurantes e eventos, canais mais impactados pelo episódio.
Fonte: Valor
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