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08/01/2026
Mikro Market amplia negócio e testa entrada em shoppings e hotéis
POR Reportagem SA+ Conteúdo
EM 07/01/2026

Foto: Divulgação
Supermercados com serviço autônomo estão em ascensão no Brasil. Um exemplo é o Mikro Market, criado no Rio de Janeiro, que ampliou sua operação e passou a atuar com cerca de 400 unidades instaladas em condomínios residenciais e empresariais.
Agora, a empresa planeja a entrada em shoppings centers, estações de metrô, hospitais e hotéis. Alguns desses formatos já estão em fase de testes, com projetos-piloto em funcionamento.
Em 2025, a companhia registrou aumento expressivo no faturamento, que passou de R$ 15 milhões no ano anterior para R$ 100 milhões. A estratégia por trás do rápido crescimento, segundo informações internas, envolve replicar em outros estados o modelo inicialmente desenvolvido no mercado carioca, além de avançar para lojas de rua.
Origem do negócio
Antes da criação da Mikro Market, os fundadores já atuavam no varejo por caminhos distintos, com experiência em operação de lojas, negociação com fornecedores e gestão de sortimento.
A ideia do mercado autônomo surgiu a partir de um projeto piloto instalado em um condomínio, em 2020, com o objetivo de testar a aceitação do modelo. Apesar da boa resposta inicial, a operação enfrentou dificuldades financeiras após a saída de um investidor, o que levou à necessidade de aporte de recursos próprios para manter as unidades em funcionamento.
Nesse período, a empresa recorreu a empréstimos e ajustou a logística e a operação para garantir a continuidade do negócio. Mesmo diante das restrições, cerca de 25 lojas próprias foram abertas, permitindo a revisão do sortimento, da tecnologia empregada e dos processos operacionais.
A reorganização do modelo ocorreu em 2022, com a estruturação do sistema de franquias. O formato passou a exigir investimento inicial em torno de R$ 150 mil e ganhou tração com a reorganização societária e operacional da empresa.
Nos seis primeiros meses após o lançamento do franchising, foram comercializadas 50 unidades, com faturamento aproximado de R$ 4 milhões. Em 2024, a rede encerrou o ano com 110 lojas em operação e receita de R$ 15 milhões.
Durante a expansão inicial, a empresa avaliou que parte do desafio esteve relacionada à adaptação de síndicos e moradores ao conceito de lojas sem funcionários, o que exigiu ajustes na comunicação e no suporte às unidades.
Novos formatos
Após consolidar presença em condomínios, a empresa passou a testar novas verticais. De acordo com dados internos, cada microfranquia registra faturamento médio mensal de cerca de R$ 25 mil. O modelo de suporte inclui acompanhamento individualizado aos franqueados, com consultores dedicados e remuneração atrelada ao desempenho das unidades.
Para 2026, a empresa avalia que o principal desafio será preservar margens em um mercado que recebe novos concorrentes com políticas agressivas de preço. A estratégia informada prioriza a abertura seletiva de unidades e a busca por retorno financeiro sustentável para os operadores, em vez de crescimento baseado apenas em volume.
Fonte: Exame
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