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Cerca de 60% dos consumidores têm como principal varejista alguma bandeira do formato supermercado ou hipermercado

POR Reportagem SA+ Conteúdo

EM 17/06/2024

Adobe Stock - mulher biscoitos

Foto: Adobe Stock


Quando o assunto é concorrência, há uma tendência em comparar de acordo com o formato da bandeira. Seja atacarejo com atacarejo, supermercado com supermercado, hipermercado com hipermercado... Porém, os clientes não compartilham essa percepção.

 

Cerca de 60% dos consumidores têm como principal varejista alguma bandeira do formato supermercado/hipermercado. Contudo, eles já realizaram compras no atacarejo e tudo indica que vão aumentar suas compras no formato.

Segundo dados da NielsenIQ e ABAD, em 2023 o número de lojas de atacarejo cresceu 9%, enquanto a de hipermercados reduziu 4,5%.

Sendo assim, ter uma compreensão mais ampla dos locais mais procurados pelos consumidores além das próprias lojas pode ser fundamental para entender o mercado e formular estratégias eficazes com planos de ação mais direcionados.

 

A conclusão pertence a pesquisa CPM (Customer Perception Mapping) do Brasil, conduzida pela empresa Oliver Wyman. Ao todo, o estudo contou com mais de 1.500 clientes para relatarem suas percepções relativas aos varejistas em dimensões de valor, experiência de compra, diversidade de produtos e qualidade.

 

Com base nos dados, nenhum varejista se enquadra completamente no quadrante de ótima experiência e valor. Esse movimento não é exclusivo do Brasil, e pode ser observado em outros países, como é o caso do México e Chile.

 

Além disso, a maior parte dos varejos no formato de supermercado ou hipermercado estão acima da linha de iso-satisfação. Segundo a análise, essas redes apresentam também um crescimento de vendas nas mesmas lojas mais acelerado do que as empresas abaixo da linha. 

 

Outra informação relevante levantada pela pesquisa é em relação a personalização. Com o auxílio de ferramentas de CRM e IA, varejistas têm conseguido desenvolver ofertas cada vez mais nichadas, e o público tem uma visão positiva sobre esse fator. 81% dos entrevistados desejam ofertas cada vez mais personalizadas.

 

Um exemplo de eficácia dessa estratégia é o projeto piloto do NBB, onde um grupo de clientes receberam ações personalizadas, com promoções e mensagens direcionadas, enquanto outro grupo foi submetido à estratégia padrão. Como resultado, o grupo que recebeu o direcionamento mais personalizado apresentou um engajamento digital duas vezes maior e um aumento de 400 bps (pontos-base) na receita. 

 

Os dados do CPM também demonstram que o valor é um dos aspectos mais considerados na escolha do varejo alimentar principal para as compras.

Sendo assim, promoções, ofertas especiais e preços competitivos são alguns dos principais determinantes nessa decisão.

No caso da Marca Própria, cada vez mais esses itens estão presentes na cesta do consumidor. Porém, para ampliar a participação dos produtos na cesta é necessário aplicar uma abordagem que englobe fatores como pricing, estratégia de construção e implantação do sortimento, a lógica de implantação nas lojas e no online, e por fim, uma abordagem de longo prazo com os fornecedores de MP.

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TAGS:CPM,Oliver Wyman, Pesquisa
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