14/01/2026
Setor de limpeza avança com foco em rendimento, fragrância e eficiência
POR Natasha Bin
EM 14/01/2026

Foto: Adobe Stock
Uma vez por semana. Essa é a frequência mínima de limpeza doméstica para 90% da população brasileira, aponta pesquisa realizada pela Flora em 2025. Para dar conta da tarefa, os consumidores buscam produtos que combinem rendimento, fragrâncias agradáveis e eficiência.
A indústria, por sua vez, tenta equilibrar aspectos racionais e emocionais para alavancar as vendas e satisfazer perfis que têm se tornado mais exigentes a cada dia.
O setor: 38,1 bilhões de reais em consumo de produtos de limpeza no Brasil em 2024.
Os dados acima são do Euromonitor International e representam uma alta de 2,1% em relação ao ano anterior. A estimativa é de que o setor avance 31,3% até 2029, chegando à marca de R$ 50,1 bilhões.
A indústria brasileira já se prepara para absorver a demanda: atingiu seu pico histórico em 2024, com alta de 9,1% nos índices de produção, apontam dados da Abipla (Associação Brasileira das Indústrias de Produtos de Higiene, Limpeza e Saneantes de Uso Doméstico e de Uso Profissional).
Apesar de a cultura do brasileiro estar intrinsecamente ligada aos hábitos de limpeza, muitos fatores têm contribuído para uma mudança no comportamento do consumidor: impactos da pandemia, divisão de tarefas domésticas, poder de compra e tempo dedicado aos cuidados com o lar.
“Desde o período da pandemia, o cuidado com a saúde e a higienização da casa ganhou um caráter mais preventivo; o consumidor busca soluções que tragam eficácia sem esforço excessivo. A relação do brasileiro com a casa mudou significativamente, tornando-se mais intensa e multifuncional”, analisa Eduardo Bezerra, gerente de shopper insights e desenvolvimento de categorias da Reckitt.
Nessa linha, Marcela Mariano, chief marketing officer da Ypê, completa: “A pandemia e o distanciamento social transformaram a casa em um espaço de bem-estar, e os critérios de escolha passaram a incorporar uma dimensão mais emocional.”

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