ÚLTIMAS NOTÍCIAS
30/08/2025
Levantamento indica lacunas no uso avançado de dados por lojistas
POR Reportagem SA+ Conteúdo
EM 15/07/2025

Foto: Adobe Stock
A adoção de informações estruturadas cresce entre lojistas, mas ainda não alcança práticas mais amplas de inteligência de mercado.
Pesquisa da Cielo em parceria com a consultoria Expertise mostra que 73% dos gestores recorrem a dados para impulsionar o negócio. No entanto, 57% não coletam informações sobre concorrentes nem realizam pesquisas específicas, sinalizando espaço para avanço em analytics.
“Os dados são instrumentos indispensáveis para os varejistas e empreendedores que desejam aumentar seu faturamento e cultivar uma relação melhor com seus clientes. É preciso incluir esses comerciantes no universo de analytics”, afirma Estanislau Bassols, CEO da Cielo.
Ênfase em promoções e fidelização
Entre as principais aplicações citadas pelos entrevistados estão definição de promoções (37%), programas de relacionamento e descontos (36%), políticas de preços (36%) e seleção de sortimento (27%).
Processos de atendimento, personalização de experiência e escolha de canais de venda aparecem na sequência, com percentuais entre 24% e 22%.
As áreas que mais usam dados no dia a dia são Vendas (89%) e Marketing (85%), seguidas por Experiência do Cliente (82%) e Finanças (71%). Apenas 47% têm equipe ou profissional dedicado à análise.
Informações internas do negócio (38%) e histórico de compras de clientes (35%) lideram a lista de bases consideradas valiosas. Dados de mercado somam 18%.
Reflexo de um mundo cada vez mais conectado, as redes sociais aparecem como fonte principal para 22% dos gestores, à frente de sites de notícias (15%), entidades setoriais (12%) e noticiário de rádio e TV (10%).
“Apesar de as redes sociais contarem com conteúdo de qualidade voltados a pequenos negócios, as informações divulgadas por determinados canais podem ser muitas vezes descontextualizadas ou distorcidas”, diz Bassols.
IA generativa desponta como próxima etapa
Para 52% dos entrevistados, a maioria dos estabelecimentos usará dados na tomada de decisão dentro de cinco anos. A inteligência artificial generativa é apontada por 49% como a tecnologia de impacto mais imediato.
A conscientização das equipes sobre boas práticas (55%), ameaças cibernéticas (19%) e exigências regulatórias (11%) são os desafios citados.
“A pesquisa aponta para um futuro cada vez mais dependente de dados. Com a evolução da IA generativa, os comerciantes poderão contar cada vez mais com informações customizadas e propícias para os seus negócios. No contexto do varejo, a integração com IA também deve tornar as experiências mais interativas e personalizadas”, diz Bassols.
Notícias relacionadas

Especialista destaca três dicas para CMOs frente à evolução da IA

Varejistas aceleram investimentos em automação para acompanhar as expectativas do consumidor

Digitalização e automação ganham espaço na estratégia do Assaí
