10/01/2026
Preço justo, experiência e programas de fidelidade estão na mira do shopper em 2026
POR Gabrielly Mendes
EM 09/01/2026

Foto: Adobe Stock
O varejo alimentar chega a 2026 em um ambiente de maior previsibilidade econômica. Projeções da FGV (Fundação Getulio Vargas) indicam crescimento de 3,5% para o setor, apoiado na expectativa de queda gradual dos juros, ampliação do crédito e recomposição da confiança do consumidor. A melhora não elimina a cautela, mas reduz a intensidade do freio observado nos últimos anos.
O que muda no comportamento de compra?
Com maior sensação de segurança, o consumidor passa a flexibilizar parte das decisões, sobretudo em categorias associadas a prazer e conveniência. Não se trata de euforia, mas de escolhas mais seletivas, nas quais pequenos “upgrades” entram na cesta quando o custo-benefício faz sentido.
Itens como café premium, vinhos ocasionais e chocolates com maior valor percebido tendem a ganhar espaço.
A noção de “preço justo” também evolui. O consumidor passa a ponderar outros atributos na decisão de compra, como:
- Tempo e deslocamento
- Conveniência e praticidade
- Experiência no PDV
- Sustentabilidade e propósito
Nesse contexto, comunicar valor se torna tão relevante quanto ajustar preços. A estratégia deixa de ser apenas promocional e passa a ser relacional.
Eventos à vista
Eleições e Copa do Mundo devem aquecer o consumo em momentos específicos, aumentando o fluxo e favorecendo missões de compra ligadas a ocasiões. O efeito, no entanto, tende a ser pontual e qualitativo, sem alterar de forma estrutural o comportamento mais racional do consumidor.
Programas de fidelidade, cashback e integração digital deixam de ser diferenciais e passam a compor a expectativa básica do shopper.
Onde estão as oportunidades para 2026?
- Seções voltadas ao bem-estar
- Curadoria de produtos locais e regionais
- Ambientes que estimulem descoberta e experimentação
- Jornada omnicanal simplificada
- Programas de relacionamento mais robustos
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Gabrielly Mendes
Repórter








