07/01/2026
Plurix lidera crescimento do setor após aquisições e quase dobra faturamento
POR Reportagem SA+ Conteúdo
EM 05/01/2026

Foto: Divulgação
Tradicionalmente fora do radar dos fundos de private equity, o varejo de alimentos, bebidas e produtos de higiene e limpeza passou a atrair maior atenção desse tipo de investidor. Um dos principais exemplos é a Plurix, que aparece como a 11ª maior rede supermercadista do país em faturamento.
Controlado pela gestora de investimentos Patria, o Plurix reúne oito bandeiras regionais — Boa, Dom Olívio, Amigão, Superpão, Compremais, Megaloja, Avenida Supermercados e Paraná Supermercados — e opera 178 lojas distribuídas pelos estados de Mato Grosso do Sul, Paraná, Santa Catarina e São Paulo.
Em 2024, a companhia registrou faturamento de R$ 9,3 bilhões. Entre as 50 maiores empresas do setor, a Plurix apresentou o maior avanço no ranking anual, ao passar da 19ª para a 11ª posição. O desempenho foi impulsionado principalmente pela aquisição da rede Amigão, concluída em janeiro de 2024, que adicionou cerca de R$ 4 bilhões à receita do grupo.
Com isso, o faturamento praticamente dobrou em relação a 2023, quando somou R$ 4,709 bilhões. Caso seja considerada também a receita do Atakarejo, rede baiana de atacarejo cujo controle foi adquirido pelo Patria em 2023, o conjunto de ativos sob gestão do fundo alcançaria R$ 14,6 bilhões, o que colocaria o investidor na oitava posição do ranking da Abras.
Analistas do setor avaliam que o interesse dos fundos pelo varejo regional de bens não duráveis está associado à menor volatilidade do consumo desses produtos em comparação a outros segmentos do varejo.
Também pesa, nessa leitura, a expectativa de mudanças provocadas pela reforma tributária, que tende a favorecer empresas formalizadas. A estratégia observada envolve a consolidação de redes regionais de médio porte, especialmente aquelas que não ocupam a liderança em seus mercados locais.
A avaliação é que esse perfil oferece espaço para ganhos de eficiência por meio da profissionalização da gestão e da padronização de processos, ao mesmo tempo em que preserva a relação das marcas com os consumidores locais.
No horizonte de saída desses investimentos, o setor enfrenta limitações. A venda para grandes grupos aparece como uma alternativa, enquanto a abertura de capital segue restrita em função do ambiente macroeconômico, marcado por juros elevados e incertezas fiscais, fatores que têm reduzido o número de IPOs no país.
Fonte: Estadão
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