09/01/2026
Ausência de plano sucessório coloca em risco a continuidade de empresas até 2030
POR Reportagem SA+ Conteúdo
EM 08/01/2026

Foto: Adobe Stock
A sucessão de CEOs segue como um dos pontos mais sensíveis da governança corporativa e pode comprometer a continuidade das empresas quando não é tratada de forma estruturada.
Pesquisa do Instituto Brasileiro de Governança Corporativa indica que a ausência de um plano sucessório ameaça a sobrevivência de cerca de 40% das companhias até 2030. A condução do processo como uma resposta emergencial, e não como parte permanente da estratégia de governança, é apontada como um dos principais equívocos das organizações.
A avaliação é de que a sucessão deve ir além da substituição de um executivo e estar ligada à preservação do futuro do negócio, com menor risco de rupturas operacionais e culturais durante as transições de liderança.
Nesse contexto, o planejamento antecipado é indicado como elemento central para reduzir instabilidades. A prática envolve o mapeamento contínuo de talentos e a preparação de lideranças internas ao longo do tempo, de forma alinhada à estratégia de longo prazo da companhia.
Outro ponto destacado é a necessidade de alinhamento entre a sucessão e a cultura organizacional. A escolha de novos líderes apenas com base em critérios técnicos tende a aumentar riscos, enquanto a preservação de valores, propósito e visão institucional contribui para a continuidade do negócio durante o processo de mudança.
Programas de formação, mentoria e avaliação de desempenho são citados como ferramentas para preparar sucessores e manter a consistência da gestão. A adoção de estruturas de governança claras, com atuação efetiva dos conselhos de administração, critérios objetivos e processos bem definidos, amplia a transparência e a previsibilidade das decisões.
Além disso, a forma como a sucessão é comunicada internamente e ao mercado também influencia diretamente o clima organizacional e a percepção de colaboradores, investidores e parceiros.
A sucessão deve ser tratada como parte de um ciclo de continuidade dos resultados. A avaliação é de que processos bem conduzidos criam condições para novos ciclos de crescimento, sem interrupção das estratégias e metas corporativas.
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