11/01/2026
Grupo Mateus tem novo CEO e Ilson Mateus assume como chairman
POR Reportagem SA+ Conteúdo
EM 12/08/2022
Foto: Divulgação
O Grupo Mateus anunciou que o fundador do grupo, Ilson Mateus deixa o cargo de CEO e assume como chairman, passando o bastão para o seu braço direito que fez carreira na companhia, Jesuíno Martins. A mudança faz parte de uma reorganização interna que levou também a contratação de Túlio Queiroz para a vice-presidência de finanças e RI. O executivo estava como CFO da Guararapes. O objetivo com a contratação é melhorar a comunicação com o mercado. Túlio começa no cargo em 22 de agosto. Sandro Oliveira será o VP de operações e logística, assumindo atribuições que eram de Jesuíno.
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As mudanças atendem, em parte, uma reivindicação do mercado, que pressionava a empresa por uma melhor comunicação desde o IPO. Essas mudanças são o maior redesenho da governança da companhia desde sua fundação há 36 anos.
O atual CFO, José Morgado, vai continuar na empresa, cuidando do relacionamento com os bancos e financiamentos. De acordo com Mateus, as mudanças lhe permitirão focar nas estratégias e na expansão, enquanto Martins e Queiroz conduzem o dia a dia. “Há quase 10 anos o Jesuíno vem se preparando para sentar nessa cadeira. Há 10 anos a gente vem preparando a empresa. De 2012 para cá, a gente se impôs um crescimento de quase 20% em média”, afirma Mateus.
“As pessoas mudam, mas essa companhia mantém sua alma, porque é uma companhia de alma muito forte, de uma cultura muito forte”, afirma Martins.
Em teleconferência, Mateus disse para fará a transição ao lado de Martins. “Estaremos lado a lado eu e o Jesuíno nos próximos dois anos para uma transição. Vou me dedicar mais à expansão e à estratégia da companhia. Sou de chão de loja. Não quero me ausentar nem me aposentar, e pretendo manter o mesmo ritmo de trabalho”, afirma.
Um dos principais pontos que o novo management terá que atacar de frente: a queda na margem, que tem se manifestado na medida em que o grupo acelera sua expansão. O valor de mercado da companhia, hoje em R$ 10,5 bilhões, caiu pela metade desde o IPO.
“Existe uma inflação galopante que de fato agrediu demais as margens, mas temos muitas lojas novas que puxam o resultado para baixo num primeiro momento, mas elas vão maturar e ajudar o resultado. Fiquem tranquilos. Tá dentro do plano, disse Mateus.
Resultados do 2º trimestre
A empresa encerrou o segundo trimestre do ano com lucro líquido de R$ 264 milhões, um avanço de 38,6% na comparação com o mesmo período de 2021. As receitas da rede somaram R$ 5,2 bilhões, com avanço de 39,7%.
No período, o Ebtida somou R$ 357,3 milhões, com expansão de 43,8%. A margem Ebtida ficou em 6,9%, melhora de 0,2 ponto porcentual. Em critérios ajustados, o Ebtida foi de R$ 353,2 milhões e a margem Ebitda em 6,8%.
De acordo com a empresa, os bons resultados refletem o plano de expansão, que contou com quatro inaugurações de novas lojas, além da maturação de lojas já existentes, com vendas mesmas lojas crescendo 16,7% em um ano.
Em um ano, as despesas subiram 34,7%, para R$ 884,1 milhões, refletindo a expansão da companhia e também o aumento do frete e do combustível, além da forte inflação no período. O resultado negativo foi negativo em R$ 32,6 milhões, antes despesas de R$ 13,3 milhões um ano antes.
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