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Dezembro foi o único mês de 2025 a apresentar retração no faturamento do varejo alimentar

POR Reportagem SA+ Conteúdo

EM 08/01/2026

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Foto: Adobe Stock


Em dezembro, o varejo alimentar brasileiro registrou a maior retração de unidades comercializadas do ano, com queda de 5,5%, refletindo a intensificação da desaceleração observada ao longo dos meses anteriores. O resultado foi puxado principalmente pela redução do fluxo em loja, que recuou 4,1%, segundo dados do Radar divulgado pela Scanntech.


Além do menor volume, o repasse de preços atingiu o patamar mais baixo de 2025, com alta de 3,2%, o que ampliou a pressão sobre o desempenho do setor. Como consequência, dezembro se tornou o único mês do ano a registrar retração também no faturamento, com queda de 2,5%.


As cestas de Mercearia e Bebidas Alcoólicas responderam por 55% da retração em unidades, enquanto Mercearia Básica e Perecíveis concentraram 92% da queda de faturamento. Em sentido oposto, Bebidas Não Alcoólicas foi a única cesta a apresentar contribuição positiva para o resultado mensal.


Apesar de todas as cestas terem encerrado dezembro com queda em unidades, Perecíveis, Tabaco e Pet registraram desempenho superior ao das demais. No faturamento, apenas Bebidas e Tabaco apresentaram crescimento no mês. A Mercearia Básica, que ao longo do ano figurou entre as cestas com menor aumento de preços, apresentou retração de 6,4% nos valores em dezembro, o que resultou em queda de 13,5% no faturamento da cesta.


Na comparação entre dezembro e novembro de 2025, o desempenho permaneceu positivo, com crescimento de 9,2% no faturamento e de 4,4% nas unidades. Ainda assim, a expansão foi inferior à registrada no mesmo intervalo de 2024, quando os avanços haviam sido de 12,6% e 6,8%, respectivamente.


No recorte regional, a retração se intensificou no Norte do país. O Sul manteve-se como a região com a menor queda em unidades, embora tenha apresentado desaceleração relevante no aumento de preços, passando de uma média anual próxima de 6% para 1,2% em dezembro.


O Nordeste, que vinha apresentando desempenho semelhante ao do Sul, passou a registrar retração de 7,7% nas unidades, configurando a segunda pior performance regional no mês.


O período natalino, entre 23 e 25 de dezembro, foi o único intervalo do mês a registrar crescimento de faturamento na comparação entre 2025 e 2024, além de apresentar a menor retração de unidades. O dia 25, apesar do baixo volume absoluto de vendas, comercializou 60% mais unidades do que na mesma data do ano anterior.

Segundo a leitura do Radar, o desempenho mais fraco de dezembro não esteve concentrado nos dias ligados às festividades, mas refletiu uma tendência negativa acumulada ao longo de todo o mês. Desde o início de dezembro, os resultados já se mostravam abaixo dos níveis observados em 2024, com impacto mais relevante nos dias fora do período natalino.

Fechamento do ano


No consolidado de 2025, o setor encerrou o ano com crescimento de 4,1% no faturamento, sustentado principalmente pelo aumento de 6,3% no preço por unidade. O resultado foi alcançado apesar da retração de 2,1% nas unidades comercializadas, influenciada pela redução tanto das unidades por ticket quanto do fluxo em loja.


No recorte por cestas, apenas Perecíveis, Pet e Tabaco apresentaram crescimento em unidades ao longo do ano. Em termos de faturamento, somente Perecíveis e Tabaco registraram avanço acima da inflação do período.


Na análise em base de mesmas lojas, os supermercados apresentaram desempenho superior ao do atacarejo. O canal supermercadista registrou crescimento de 5,0% no faturamento, apoiado por variação de preços de 6,3% e por uma retração menor em unidades, de 1,2%.


Já o atacarejo apresentou queda de 3,4% nas unidades vendidas, reflexo de recuos mais intensos nas unidades por tíquete e no fluxo em loja, o que limitou o crescimento do faturamento a 2,6%, abaixo da inflação.


Os dados indicam que, ao longo de 2025, o avanço da receita no varejo alimentar esteve concentrado no efeito preço, enquanto o consumo em volume permaneceu pressionado, com impacto mais relevante no atacarejo e nos meses finais do ano.

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TAGS:Consumo,Radar Scanntech, Pesquisa
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